Olá internautas, sejam todos bem-vindos ao blog kami-sama desu.
Hoje vamos falar sobre como o nosso tempo é roubado todos os dias, e nós nem notamos nem nos importamos mais.
Para entender isso, vou contar como é a rotina normal de um angolano que acorda cedo para ir trabalhar e sustentar a sua família, ou de um estudante universitário que acorda cedo para chegar à faculdade, a fim de se formar, criar uma carreira e ter uma vida melhor — ou dar uma vida melhor à sua família.
O despertador toca às 4h da manhã, toma banho, veste a roupa, toma o pequeno-almoço e sai direto para a paragem dos táxis. Tudo isso pode levar até duas horas, mas para alguém focado isso leva apenas uma hora de tempo.
Em Angola, todas as vias principais têm congestionamento de trânsito; se não tiver um crítico, há vários intermediários, todos na mesma via. Para alguém que entra num engarrafamento crítico pode levar de 30 minutos a 1 hora para sair, em quase todas as rotas diárias.
Começa da seguinte forma:
Depois de chegar à paragem é aí onde o desafio começa, e também é o momento ideal para explicar a unidade de medida de distância que os angolanos usam para saber se um lugar é perto ou distante. Essa unidade tem como base o número de táxis que uma pessoa pega.
Em média um trabalhador normal pega 3 táxis; na pior das situações as pessoas podem chegar a 5 a 7 táxis, se o percurso tiver muitas vias curtas. Então, se uma pessoa te diz que vive no Benfica e vocês estão no Zango 2, internamente a pessoa já calcula: “uhm… daqui pego o desvio do Zango, depois pego o 11 e depois Benfica.” Por mais que a distância seja pequena, se o número de táxis for maior, a conclusão é que o lugar é distante. Com isso dá para tirar uma média: com o mínimo de 3 táxis, o lugar já é considerado distante.
E então, onde está o ladrão de tempo?
Esse tempo perdido no trânsito soma-se ao tempo gasto na procura por táxis, nas esperas nas paragens, nas voltas e desvios que o condutor faz para apanhar mais passageiros, e nas paragens inesperadas para negociar preços ou combinar trocas de passageiros. Às vezes o táxi faz quatro ou cinco paragens até completar o percurso, e cada paragem rouba mais minutos — que, somados ao longo do ano, viram semanas de vida.
Além do trânsito, há outros ladrões de tempo:
Obras e desvios mal sinalizados que aumentam o percurso.
Burocracia no trabalho e nas instituições públicas que exigem presença física e filas longas.
Falhas na comunicação — minutos perdidos em chamadas, mensagens trocadas e reuniões que poderiam ser resolvidas com processos mais simples.
Bem, esse ultimo ponto foi apenas um desabafo do trabalho, não tem nada haver com o tema, mas…
O impacto desse roubo de tempo é grande. Quem perde horas todos os dias chega cansado ao trabalho ou à faculdade, tem menos tempo para a família, menos tempo para descansar e estudar, e menos energia para projetos pessoais. Isso afeta produtividade, saúde mental e qualidade de vida.
E então, o que podemos fazer para recuperar tempo?
Na verdade eu não sei, é muito complexo viver em Angola, a maioria dos angolanos vivem no automatico porque se sentem inpontente perante a essas situações. A solução na verdade é comprar um meio de transporte particula para ter o controle do percurso e velocidade. Ainda estarás propenso os constrangimentos de tránsito, mas até aí, já encurtaste muito o tempo que poderias demor na via, e ainda teras a liberdade de escolher qual via pegarás. Mas, a maioria dos angolanos não têm condições ou capacidade de comprar um meio de transporte, só mesmo pra comprar uma bicicleta é que estamos a ver…, imagina comprar uma moto, nem vou falar de comprar carro né, iso seria um absurdo.
No final das contas, recuperar esse tempo vai continuar no sonho do pobre cidadão angolano que trabalha, estuda duro todos os dias com a esperança de um dia ter uma via melhor.
Se curtes do artigo, deixo um like para me insentivar a escrever, compartilhe com seus amigos. Deixe nos comentários o achas desse tema, quero saber sua opnão.
Se inscreva para não perderes o proximo artigo e tenha um bom dia.
Comentários