Provavelmente já tiveste um dia em que você “precisava fazer algo”, mas não tinhas ideia do quê ou como começar e ficaste horas na internet à procura de algo que servisse, algo que seria o gatilho para desbloquear aquela produtividade e chamar a criatividade que há em ti. Pois é, isso acontece muito comigo também; o que me levou a pensar mais nesse assunto.
O falso sentido de urgência
Pesquisando um pouco para tentar entender, encontrei alguns artigos onde abordam o tema: “o falso sentido de urgência”. O falso sentido de urgência é uma armadilha mental onde tratamos tarefas não essenciais como cruciais, gerando estresse, ansiedade e baixa produtividade. Surge quando a ansiedade faz o cérebro confundir preocupação com proteção, focando no curto prazo sem planejamento.
Isso quer dizer que, na maioria das vezes que estamos com essa sensação de estar a faltar algo para começar algo "grandioso", na verdade é você não querendo começar, possivelmente estás a procrastinar alguma coisa.
“Se for um problema, como se resolve?”
Segundo alguns artigos, devemos parar de nos preocupar. Sei que faz parecer que é uma brincadeira de mau gosto, também não faz muito sentido eu parar de pensar. Mas faz sentido sim, veja só:
Quando nos preocupamos, temos a sensação de que estamos a fazer algo bué fixe e útil para nossa sobrevivência, mas se pararmos para pensar bem, estamos apenas a andar em volta do problema, o que cria um ciclo vicioso que funciona da seguinte forma:
→ preocupação gera →
→ sensação de ação. Ações que não geram →
→ progressos reais. Falta de resultado que gera →
→ mais ansiedade. Ansiedade que gera →
→ mais preocupação. → começa de novo
Parar de se preocupar parece simples, mas é uma das tarefas mais difíceis para muita gente — inclusive para mim, oque dificultaria aplicar me levando entrar novamente no ciclo.
Conclusão
O problema existe. Eu e alguns amigos meus temos esse problema. Aceitei que isso é um problema pra mim porque faz-me perder muito tempo e, às vezes, é o que me transforma em um procrastinador pro max utra.
Na internet há um grande número de dicas e métodos ditos “eficientes” para tratar isso. Mas, para mim, reconhecer, aceitar e falar sobre o problema é o passo mais importante.
Daqui em diante, vou me policiar e aplicar a técnica de parar de me preocupar. Sempre que eu notar esse padrão, vou me perguntar se não estou usando a preocupação como fuga de problemas reais ou de uma tarefa realmente importante.
Só de estar aqui escrevendo este post, lembrei que tenho algo muito importante para fazer — e justamente por ser difícil, percebo que a vontade de procrastinar aparece de novo, enfim.
Agora quero saber de você: tem passado por esse problema? Acha que isso é realmente um problema? O que tem feito para não cair nessa armadilha?
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Obrigado por chegar até o fim.
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